O CEO da Coinbase acusa Reino Unido de travar cripto ao criticar as regras propostas para stablecoins. Brian Armstrong afirmou que os limites em estudo podem reduzir a competitividade do país na economia digital. As declarações surgem após anúncios regulatórios recentes.
Segundo a CoinDesk, a Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA) selecionou quatro empresas para testar a emissão de stablecoins no seu Regulatory Sandbox. A lista inclui a Revolut, a Monee Financial Technologies, a ReStabilise e a VVTX.
Veja também: Revolut testa stablecoin em libras na sandbox da FCA
Travar cripto: críticas aos limites do Banco de Inglaterra
Armstrong reagiu aos limites propostos pelo Banco de Inglaterra (BoE). O banco central sugeriu tetos entre £5.000 e £20.000 para particulares. Para empresas, os valores variam entre £1 milhão e £10 milhões.
O CEO da Coinbase pediu aos utilizadores britânicos que assinassem uma petição ao Parlamento. A iniciativa já reuniu 81.909 das 100.000 assinaturas necessárias. Armstrong escreveu na rede X que as regras “correm o risco de impedir o Reino Unido de ser globalmente competitivo”.
Além disso, defendeu que o país deve incentivar a inovação. Recordou ainda que outras jurisdições avançam rapidamente no setor digital.
FCA avança com testes de stablecoins em 2026
Enquanto isso, a FCA confirmou que os testes começam no primeiro trimestre de 2026. O regulador quer avaliar emissões em condições reais de mercado. O foco inclui pagamentos, liquidação grossista e negociação de criptoativos.
Matthew Long, diretor de pagamentos e ativos digitais da FCA, afirmou que o objetivo é garantir confiança em pagamentos, liquidação e negociação. Acrescentou que a iniciativa apoia a estratégia da FCA e a Visão Nacional de Pagamentos do Governo.
Por outro lado, a legislação abrangente sobre stablecoins só deverá ser aprovada mais tarde este ano. As regras entrarão em vigor apenas em 2027.
Andrew MacKenzie, CEO da Agant, também questionou o calendário regulatório. Em entrevista à CoinDesk, afirmou que o ritmo não acompanha a ambição de tornar Londres um centro global de ativos digitais.

