A Meta adquire Manus num movimento que reforça a sua estratégia de crescimento em inteligência artificial. A empresa norte-americana anunciou a compra da start-up de IA Manus, fundada por empreendedores chineses, segundo avançou o Financial Times. O valor do negócio não foi divulgado.
De acordo com a Meta, a empresa passará a operar e comercializar o serviço Manus. Além disso, irá integrar a tecnologia nos seus próprios produtos, incluindo o chatbot Meta AI. A Manus é descrita como um dos principais agentes autónomos de uso geral do mercado.
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O que distingue a tecnologia da Manus
A Manus desenvolve agentes digitais capazes de executar tarefas complexas. Entre elas estão pesquisa de mercado, programação e análise de dados. Segundo a Meta, as empresas podem subscrever estes agentes por valores a partir de 20 dólares por mês.
Actualmente, a start-up conta com cerca de 100 colaboradores em vários países. A equipa continuará sediada em Singapura, mesmo após a aquisição.
Corrida à IA intensifica-se entre gigantes tecnológicos
Com este negócio, a Meta aprofunda a aposta estratégica em IA. Mark Zuckerberg tem investido milhares de milhões de dólares para competir com rivais como a OpenAI e a Google. O objectivo passa pelo desenvolvimento do que o CEO chama de “superinteligência pessoal”.
Nos últimos meses, a Meta reforçou infraestruturas, contratou investigadores de topo e adquiriu várias start-ups de menor dimensão. Um investidor inicial da Manus afirmou que esta será a terceira maior aquisição da Meta, depois do WhatsApp e da Scale AI.
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Impacto geopolítico e reacções no mercado
A aquisição surge num contexto sensível nas relações entre os Estados Unidos e a China. Segundo o Financial Times, o negócio poderá gerar reacções tanto em Washington como em Pequim, numa altura em que a corrida à IA se tornou um ponto crítico da rivalidade tecnológica.
A empresa-mãe da Manus, Butterfly Effect, tinha angariado financiamento este ano numa ronda liderada pela norte-americana Benchmark. Essa operação já tinha suscitado críticas de sectores políticos nos EUA.
Pressão para monetizar a inteligência artificial
Apesar do investimento massivo, Zuckerberg enfrenta pressão para demonstrar retorno financeiro. A Meta estuda modelos de monetização, incluindo subscrições premium para o Meta AI. Estas poderão abranger serviços como reservas e criação de vídeos, segundo fontes citadas pelo FT.
O CEO da Manus, Xiao Hong, afirmou que a integração na Meta permitirá crescer sobre uma base mais sólida, sem alterar o funcionamento interno da empresa.

