A stablecoin ligada à Rússia criada para contornar sanções internacionais ultrapassou os 100 mil milhões de dólares em transacções em menos de um ano desde o seu lançamento. O dado surge apesar das crescentes restrições regulatórias impostas ao token.
Segundo a empresa de análise de blockchain Elliptic, o token A7A5 registou 17,3 mil milhões de dólares em volume de negociação, distribuídos por quase 250 mil transacções realizadas por 41.300 contas distintas. O activo circula nas redes Ethereum e Tron.
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Queda na procura apesar do volume acumulado
Apesar do valor total expressivo, surgem sinais claros de abrandamento da procura. De acordo com a Elliptic, os volumes diários caíram de um pico superior a 1,5 mil milhões de dólares para cerca de 500 milhões de dólares. Além disso, não houve novas emissões relevantes do token desde Julho.
Este recuo ocorre após a entrada em vigor das sanções da União Europeia, em Novembro de 2025. As medidas proíbem qualquer envolvimento, directo ou indirecto, de entidades sediadas na UE em transacções com o A7A5.
Sanções europeias limitam liquidez do token
Um porta-voz da Elliptic explicou que a stablecoin enfrenta fortes limitações de liquidez, o que dificulta a sua conversão noutros criptoactivos. Embora os promotores possam tentar novas listagens em bolsas de criptomoedas, essas plataformas enfrentariam riscos significativos de sanções.
Origem e objectivo do A7A5
O token foi desenvolvido pela empresa A7, ligada ao banqueiro moldavo fugitivo Ilan Shor, em parceria com o banco estatal russo Promsvyazbank. Segundo a Bloomberg, a estrutura ajuda empresas russas a realizar transacções internacionais afectadas por restrições dos Estados Unidos.

