A stablecoin ligada a Trump sofreu um ataque coordenado que abalou temporariamente a sua paridade com o dólar. A World Liberty Financial (WLF) garantiu, contudo, que os fundos permanecem seguros.
Segundo o Financial Times, hackers acederam de forma não autorizada a contas X de alguns cofundadores do projecto. O grupo classificou o incidente como um “ataque coordenado”.
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Stablecoin ligada a Trump perde paridade
Na segunda-feira, a stablecoin USD1 caiu para 99,4 cêntimos. O token foi concebido para manter paridade constante com o dólar. Ainda assim, recuperou após o episódio.
De acordo com dados da CoinGecko citados pelo FT, o desvio foi breve. A WLF afirmou que o ataque visou apenas perfis de redes sociais. A infraestrutura técnica e as wallets não foram afectadas.
Além disso, a empresa declarou que influenciadores foram pagos para espalhar “FUD” — medo, incerteza e dúvida — com o objectivo de pressionar o preço da USD1. No entanto, não apresentou provas públicas dessa alegação.
“Todos os fundos da USD1 permanecem completamente seguros”, afirmou a empresa na rede X.
Estrutura e reservas da USD1
A USD1 tornou-se a quinta maior stablecoin do mercado. Actualmente, apresenta uma capitalização de cerca de 5 mil milhões de dólares.
A WLF gera receitas através dos juros dos títulos do Tesouro norte-americano que sustentam a stablecoin. Um volume de 5 mil milhões de dólares, com rendimento de 3%, pode gerar cerca de 150 milhões anuais.
Os relatórios mensais de reservas são compilados pela BitGo. Posteriormente, a Crowe LLP analisa esses dados segundo normas do American Institute of Certified Public Accountants.
Dados da Arkham indicam que quase 4,5 mil milhões de dólares em USD1 estão na Binance. A exchange foi cofundada por Changpeng Zhao, conhecido como CZ, que participou recentemente num evento promovido pela WLF em Mar-a-Lago.
O ataque ocorreu poucos dias após esse encontro, que reuniu figuras das finanças e do sector cripto.

