A USDT lidera cripto no Brasil no terceiro trimestre de 2025, mesmo num contexto de queda do volume total de transacções. Entre Julho e Setembro, investidores brasileiros movimentaram R$ 107 mil milhões em operações com criptomoedas declaradas à Receita Federal.
No período, foram registadas cerca de 30,5 milhões de operações, envolvendo 4,7 milhões de pessoas singulares e aproximadamente 100 mil pessoas colectivas. Ainda assim, os dados revelam um recuo face ao mesmo trimestre de 2024.
Queda no volume total, mas valores ainda elevados
De acordo com dados divulgados pela Receita Federal e citados pela Exame, o volume total movimentado em criptomoedas diminuiu em 2025, apesar de se manter em níveis bilionários. Essa tendência reflecte uma redução na actividade das pessoas singulares, cuja base caiu 5,4% em termos anuais.
Em contrapartida, o número de empresas activas no mercado quadruplicou. Os CNPJs passaram de 25 mil, em Setembro de 2024, para 100 mil no mesmo mês de 2025. Assim, o perfil do mercado mostra-se mais institucional.
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USDT mantém liderança entre as criptomoedas
A USDT lidera cripto no Brasil ao movimentar R$ 66 mil milhões no terceiro trimestre de 2025. Apesar disso, o volume registou uma queda de 5,4% face ao mesmo período do ano anterior. Ainda assim, a stablecoin manteve uma posição dominante, beneficiando da sua indexação ao dólar norte-americano.
O bitcoin movimentou R$ 10,9 mil milhões, o que representa uma descida de 14% em termos anuais. Já o ether destacou-se como excepção, ao alcançar R$ 6 mil milhões, um crescimento de 95% em comparação com 2024.
Mercado ajusta-se, mas mantém relevância
Em síntese, o mercado cripto brasileiro ajustou-se em 2025. Embora o volume tenha recuado, a USDT lidera cripto no Brasil, enquanto a participação institucional cresce. Assim, os dados apontam para uma transformação gradual do ecossistema, mais do que para um simples abrandamento.

