A Meta prepara regresso às stablecoins em 2026, marcando uma nova tentativa de entrar no mercado de pagamentos digitais com tokens indexados ao dólar. A informação foi avançada pela CoinDesk, com base em três fontes familiarizadas com os planos.
Segundo a publicação, a Meta pretende iniciar a integração no início do segundo semestre de 2026. Para isso, a empresa quer trabalhar com um fornecedor externo que administre pagamentos baseados em stablecoins. Além disso, planeia implementar uma nova carteira digital.
Meta stablecoins 2026: integração com parceiro externo
De acordo com as fontes citadas pela CoinDesk, a Meta enviou um pedido de proposta (RFP) a empresas terceiras. Entre os nomes mencionados está a Stripe, parceira de longa data da tecnológica.
A Stripe adquiriu a especialista em stablecoins Bridge no ano passado. Além disso, o CEO da Stripe, Patrick Collison, integrou o conselho de administração da Meta em abril de 2025.
Até ao momento da publicação, Meta, Stripe e Bridge não responderam aos pedidos de comentário.
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Estratégia para pagamentos e comércio social
Com este movimento, a Meta poderá abrir infraestruturas de pagamento à sua base de mais de 3 mil milhões de utilizadores. Assim, poderá contornar taxas bancárias tradicionais e reforçar o seu posicionamento no comércio social e nas remessas transfronteiriças.
Ao mesmo tempo, a empresa entrará em concorrência direta com a X, de Elon Musk, e com o Telegram. Ambas procuram tornar-se “super apps” com pagamentos integrados.
Novo contexto regulatório nos EUA
A Meta já tentou lançar a stablecoin Libra em 2019. Posteriormente, o projeto foi renomeado para Diem. No entanto, enfrentou forte oposição regulatória e acabou por ser encerrado em 2022.
Hoje, o contexto regulatório nos Estados Unidos mudou. Estão em curso novos regimes para criptoativos, incluindo o GENIUS Act do Presidente Donald Trump, que estabelece base legal para emissores de stablecoins. Ainda assim, os reguladores continuam a definir regras detalhadas para o setor.
Segundo uma das fontes citadas, a experiência anterior levou a Meta a optar agora por um modelo “à distância”, recorrendo a um fornecedor externo para mitigar riscos.

