A Meta pondera despedir 20% dos funcionários para investir em IA, numa tentativa de compensar os elevados gastos em inteligência artificial e reforçar a produtividade através da tecnologia. A informação foi avançada pela Reuters, que cita fontes próximas da empresa.
Segundo a agência, a possível redução da força de trabalho surge num momento em que a empresa intensifica os investimentos em centros de dados e capacidade de computação para treinar modelos de inteligência artificial.
As ações da Meta reagiram positivamente à notícia. Na segunda-feira, os títulos da empresa chegaram a subir cerca de 3%.
Cortes podem repetir reestruturação anterior
Caso o corte atinja os 20% da força de trabalho, será o maior desde a reestruturação realizada entre o final de 2022 e o início de 2023. Na altura, a empresa eliminou cerca de 21.000 postos de trabalho num processo designado internamente como “ano da eficiência”.
No final de dezembro, a Meta contava com aproximadamente 79.000 funcionários. Portanto, uma redução de 20% representaria uma mudança significativa na estrutura da empresa.
De acordo com Barton Crockett, analista da Rosenblatt Securities citado pela Reuters, um corte dessa dimensão poderia gerar cerca de 6 mil milhões de dólares em poupança de custos. Além disso, poderia aumentar em cerca de 5% os lucros operacionais ajustados.
O analista acrescenta que novos cortes não estão excluídos. Na sua visão, tudo dependerá do impacto real da inteligência artificial na produtividade dos trabalhadores.
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Investimentos em IA continuam a crescer
Nos últimos anos, a Meta intensificou os investimentos para recuperar terreno na corrida global pela inteligência artificial. Para isso, a empresa tem apostado na construção de centros de dados e na contratação de talento especializado.
A empresa prevê investir até 135 mil milhões de dólares em 2026, valor que corresponde aproximadamente ao dobro do investimento realizado no ano anterior.
Além disso, a Meta assinou um acordo para gastar até 27 mil milhões de dólares em serviços de computação cloud da Nebius. Essa infraestrutura será utilizada para treinar e executar modelos de inteligência artificial.
Meta ainda tenta competir com líderes de IA
Apesar do aumento do investimento, a empresa ainda não lançou um modelo capaz de competir diretamente com os líderes do setor, como OpenAI, Anthropic e Google.
A Meta está atualmente a desenvolver um novo modelo chamado Avocado. Contudo, segundo a Reuters, o desempenho desse sistema também ficou abaixo das expectativas internas.
Em resposta ao pedido de comentário da agência, a empresa afirmou que as informações divulgadas correspondem a “reportagens especulativas sobre abordagens teóricas”.
Até ao momento, a Meta não confirmou qualquer decisão oficial sobre despedimentos.

