A “Wise investigada na Bélgica” tornou-se um dos temas mais acompanhados do setor fintech europeu esta semana. As autoridades belgas estão a analisar alegadas falhas nos controlos de combate ao branqueamento de capitais da empresa e a eventual utilização das suas contas por grupos criminosos internacionais.
Segundo o Financial Times (FT), a investigação está a ser conduzida pelo Ministério Público de Bruxelas, que afirma ter identificado referências à Wise em centenas de processos criminais.
Wise investigada na Bélgica por alegadas falhas AML
De acordo com o FT, a investigação foi aberta em 2025. O Ministério Público belga afirma que o processo se encontra numa fase avançada e próximo da conclusão.
As autoridades indicam que as conclusões preliminares estão relacionadas com a utilização de contas da Wise para fins criminosos. Além disso, apontam para possíveis incumprimentos da legislação de combate ao branqueamento de capitais.
Entre as preocupações identificadas está a alegada falta de identificação adequada dos clientes e das respetivas atividades económicas.
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Autoridades analisam operações suspeitas
O Bureau of Investigative Journalism revelou que a investigação incide sobre transações avaliadas em cerca de 500 milhões de euros.
Segundo o Ministério Público de Bruxelas, os alegados esquemas sob análise estão associados a crimes como fraude, corrupção e tráfico de droga.
Por esse motivo, as autoridades procuram determinar se os serviços da Wise Europe terão sido utilizados por organizações criminosas internacionais.
Wise responde às autoridades belgas
A Wise confirmou que está a colaborar com o procurador de Bruxelas e a responder aos pedidos de informação recebidos.
A empresa sublinhou, contudo, que ainda não recebeu quaisquer conclusões específicas sobre o caso. Além disso, considera prematuro comentar alegações enquanto a investigação decorre.
A fintech acrescentou que os pedidos de informação não constituem, por si só, prova de incumprimento das regras de combate ao branqueamento de capitais nem de qualquer irregularidade.
Ações da Wise reagem à notícia
A divulgação da investigação teve impacto imediato nos mercados.
As ações da Wise chegaram a cair 20% durante a sessão de segunda-feira. Mais tarde, recuperaram parte das perdas, mas continuavam a negociar com uma descida de cerca de 8%.
A empresa, fundada em 2011 por Taavet Hinrikus e Kristo Käärmann, conta atualmente com cerca de 19 milhões de utilizadores em todo o mundo.

