O open banking ganhou um novo modelo de pagamentos no Reino Unido. A UK Payments Initiative lançou um quadro para transacções recorrentes conta-a-conta, conhecidas como A2A. Segundo a Fintech Futures, a iniciativa procura criar uma alternativa aos sistemas tradicionais baseados em cartões.
A UKPI anunciou o esquema durante o primeiro dia da Money20/20, em Amesterdão. O novo quadro permite que os consumidores aprovem pagamentos regulares ou variáveis directamente a partir das suas contas bancárias. Assim, deixam de precisar de partilhar dados do cartão ou de depender apenas dos métodos tradicionais de débito directo.
Open banking para pagamentos recorrentes
De acordo com a UKPI, as transacções de open banking já ultrapassam 37 milhões por mês. No entanto, a maioria continua a ser pontual. Por isso, o novo esquema pretende permitir pagamentos recorrentes e automatizados a empresas e entidades públicas.
O modelo procura funcionar de forma consistente e escalável. Além disso, pretende facilitar uma adopção mais ampla por diferentes sectores. Numa fase inicial, o quadro estará disponível para organismos públicos, instituições de beneficência, empresas de serviços públicos, prestadores de serviços financeiros e outros sectores.
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Regras dão mais controlo aos consumidores
As transacções funcionam dentro de limites aprovados pelos consumidores. Também incluem salvaguardas integradas e processos de resolução de litígios.
A UKPI afirma que o modelo dá às pessoas maior controlo sobre quem pode cobrar dinheiro. Também define quanto pode ser cobrado e durante quanto tempo a autorização permanece válida.
Grandes bancos e fintechs colaboraram no desenvolvimento das novas regras. A lista inclui Barclays, HSBC, Lloyds Banking Group, Monzo, Nationwide, NatWest, Revolut, Santander, Starling, Plaid, GoCardless, Truelayer, Token.io, Yapily e outras empresas.
Open banking alinhado com a visão nacional
Richard Koch, director executivo da UKPI, afirmou que a abordagem comercial permitirá evoluir para modelos de subscrição. Também apontou para um comércio electrónico mais alargado.
A iniciativa pretende ainda apoiar a National Payments Vision do Governo britânico. A Vision saiu no final de 2024 e detalhou planos para avançar com o open banking e os pagamentos A2A. O objectivo passa por criar um ecossistema de pagamentos assente em tecnologia de próxima geração.

