A IA de cibersegurança Mythos da Anthropic vai chegar a 150 organizações em mais de 15 países, segundo o Financial Times. A expansão alarga o Project Glasswing para além dos EUA e do Reino Unido.
IA de cibersegurança Mythos expande Project Glasswing
A Anthropic afirmou que vai distribuir o Mythos a empresas e instituições que operam infra-estruturas críticas. O grupo inclui sectores como serviços financeiros, tecnologia, cibersegurança, energia, água, saúde, comunicações e hardware.
A empresa lançou o Claude Mythos Preview em Abril. No entanto, limitou inicialmente o acesso a cerca de 50 organizações, sobretudo norte-americanas. A Anthropic justificou a decisão com as capacidades avançadas de programação do modelo e com o risco de uso em hacking.
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UE, NATO e Enisa entram na lista de acesso
Segundo o FT, os novos países incluem Canadá, Austrália e Nova Zelândia, no âmbito da aliança Five Eyes. A lista também inclui França, Alemanha, Itália, Suíça, Países Baixos, Espanha, Bélgica, Suécia, Índia, Japão e Coreia do Sul.
A NATO e a agência de cibersegurança da União Europeia, a Enisa, também ganharam acesso ao programa, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. Na semana anterior, funcionários da Comissão Europeia tinham visitado São Francisco para discutir a adesão ao Project Glasswing.
A Enisa confirmou que mantinha conversações para usar o modelo. Já a Comissão Europeia afirmou que teve reuniões produtivas com a Anthropic.
Modelo levanta debate sobre riscos cibernéticos
A Anthropic tem trabalhado com o Governo dos EUA no teste e na implementação do Mythos em áreas sensíveis. Fora dos EUA, o AI Security Institute do Reino Unido já tinha avaliado o modelo antes da sua expansão.
O instituto britânico afirmou que o Mythos conseguia executar ciberataques sofisticados que exigiriam dias de trabalho a profissionais humanos. Ainda assim, a agência disse que não estava claro se o modelo representa uma ruptura isolada ou uma nova tendência de progresso mais rápido.
Por isso, a Anthropic diz que modelos desta classe exigem salvaguardas cibernéticas mais fortes. A empresa estima que outras companhias de IA terão modelos da classe Mythos dentro de seis a 12 meses.
Segundo a Anthropic, um ataque relevante a alguns parceiros poderia afectar mais de 100 milhões de pessoas. Assim, a expansão coloca a IA de cibersegurança Mythos no centro do debate sobre defesa digital e segurança nacional.

