Os Estados Unidos vão criar um grupo de coordenação para IA e cibersegurança. A iniciativa vai juntar empresas que desenvolvem inteligência artificial e prestadores de serviços essenciais, segundo a Reuters.
O objectivo é partilhar informação sobre vulnerabilidades que sistemas avançados de IA identificam. Além disso, o grupo deverá coordenar respostas e evitar que diferentes entidades repitam o mesmo trabalho.
Grupo de coordenação para IA e cibersegurança
Empresas como a Anthropic e a OpenAI já lançaram sistemas capazes de identificar falhas em software e infra-estruturas em larga escala. No entanto, as autoridades norte-americanas receiam que agentes maliciosos também usem estas ferramentas.
Esses actores podem explorar fragilidades em sistemas que suportam serviços críticos. Entre eles estão instituições financeiras, hospitais e redes de energia dos quais dependem os norte-americanos.
Por isso, a Administração Trump decidiu aproximar os principais programadores de IA dos prestadores de serviços essenciais. O grupo permitirá que estas entidades partilhem vulnerabilidades que identifiquem nos seus sistemas e coordenem medidas de resposta.
Segundo Sean Cairncross, director de cibersegurança da Casa Branca, o mecanismo também inclui programadores de modelos de IA de código aberto. Contudo, o responsável não indicou quais as empresas envolvidas.
Nos Estados Unidos, a Nvidia, a Meta Platforms e a startup Reflection disponibilizam opções de inteligência artificial de código aberto.
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Ordem de Trump reforça cooperação institucional
A criação do grupo de coordenação para IA e cibersegurança dá cumprimento a uma ordem executiva que Donald Trump emitiu em Junho.
A decisão envolveu o Departamento do Tesouro, o Gabinete do Director Nacional de Cibersegurança, o Departamento da Defesa e a Agência de Segurança Nacional. Estas entidades receberam a missão de organizar a colaboração.
A medida mostra também uma mudança na abordagem da Administração Trump ao sector da inteligência artificial. No início do segundo mandato, o Presidente norte-americano defendeu uma política de menor intervenção.
Nos últimos meses, porém, a Administração passou a acompanhar mais de perto as capacidades da IA. Ao mesmo tempo, começou a avaliar os riscos que estes sistemas podem representar para a segurança nacional.

